terça-feira, 7 de julho de 2015

Um olhar sobre os comentários #1

Ultimamente tenho usado o blog bastante para comentar em alguns jornais e isso tem proporcionado alguma visibilidade para este espaço, o que foi bastante positivo, pois tivemos um certo aumento no número de pessoas que querem acompanhar os textos, opiniões e o debate que tentamos proporcionar.

Contudo, não só comentários positivos atraímos, também apareceu diversos ataques. Na verdade, a grande maioria de comentários foi atacando o blog, por isso resolvi dedicar este momento para responder todos os comentários.

Na página Tribuna do Ceará, logo após saber que a redução da maioridade penal não tinha sido aprovada, fiz o seguinte comentário diante da notícia:


Vamos aos comentários:

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Um pouco de O Rappa

Um pouco de O Rappa para refletirmos sobre essa semana e tantas outras onde vemos certos discursos sendo vendidos como heroicos.


"Era só mais uma dura
Resquício de ditadura
Mostrando a mentalidade
De quem se sente autoridade
Nesse tribunal de rua."




"Também morre quem atira"
Postagem Anterior --- Postagem de uma amiga

domingo, 5 de julho de 2015

Jean Wyllys e Tico Santa Cruz falando sobre redução da maioridade penal

A ideia é colocar para dialogar e complementar a fala destas duas pessoas públicas. Atenção em especial para os trechos das falas onde são mencionados os sistemas da violência, as implicações e todo um contexto maior que existe por trás da pauta.



Jean Wyllys comenta a proposta de redução da maioridade penal
http://jeanwyllys.com.br/maioridadepenal/Embora, na percepção da violência, as pessoas tendam a achar que a participação de adolescentes pobres nos crimes contra a vida é grande - por causa do destaque que a imprensa dá a alguns episódios em que adolescentes aparecem como autores de crime contra a vida - as estatísticas dizem o contrário. A participação de adolescentes nos crimes contra a vida praticados no Brasil corresponde apenas a 0,13%. É uma participação muito pequena que não justifica a redução da maioridade penal. Em contrapartida, o Mapa da Violência mostra que a vítima preferencial, principalmente das forças repressoras do Estado, são, em especial, os adolescentes pobres e negros. Não é verdade que o adolescente infrator fica impune. Damos outro nome para punição: medida sócio-educativa. Se vocês visitarem uma dessas casas de "recolhimento" de adolescentes infratores, verão que não são diferentes das prisões. Você gostaria que uma lei fosse modificada e pusesse em modificação a formação do seu filho? Que seu filho fosse para uma "escola de crime" onde ele possa morrer durante uma rebelião? Ou gostaria que ele fosse recolhido em um espaço específico em que ele tenha uma educação para se reintegrar à sociedade?Precisamos ter empatia e nos colocar no lugar do outro. Devemos lutar por justiça, não por vingança! Eu #VotoContra171 porque #ReduçãoNãoÉASolução.
Posted by Jean Wyllys on Terça, 30 de junho de 2015




Estou defendendo bandido?
Posted by Tico Santa Cruz on Sexta, 22 de maio de 2015


Esperamos que as falas tenham contribuído de alguma forma para formar opinião, seja você apoiador ou contra a redução da maioridade penal.



sábado, 4 de julho de 2015

Das cores até a descoloração

                Essa última semana foi um período muito agitado com algumas conquistas e outras dificultadas, mas não estou falando do fim do meu semestre que foi também agitado, falo das conquistas dos movimentos sociais, em especial, a aprovação do casamento entre pessoas do mesmo sexo nos EUA e isso foi tão marcante que nunca tinha visto um site tão colorido quanto o Facebook com as pessoas mudando a foto do perfil em comemoração, até o blog ficou mais colorido na rede social.
                Quase dois dias depois, não lembro ao certo, outra conquista surge, mas dessa vez no Brasil, com a não aprovação da redução da maioridade penal e, deixando mais claro do que já está, o blog é contra a redução da maioridade penal, porque acredita que essa não é a solução, não é colocando o menor mais a margem da sociedade que vamos retira-lo da margem da sociedade e inclusive já tivemos um texto reflexivo sobre o assunto (Meus dezesseis anos).
                Contudo isso foi algo que durou pouco tempo, pois no outro dia o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, em mais uma manobra política consegue recolocar em votação a redução da maioridade penal e dessa vez acompanhei ao vivo o debate pela televisão e confesso que algumas falas deixavam-me com náuseas como, por exemplo, o Dep. Lincoln Portela do PR-MG em sua fala ao dizer que o Estado Islâmico está aprendendo com os menores infratores aqui no Brasil ou outros parlamentares ao afirmarem que a redução não é a solução, mas que ainda sim querem a redução para dar ao povo o que o povo quer.
                Acontece que o povo quer tanta coisa, e ainda bem que quer, que para sabermos exatamente o que o povo quer sobre o assunto seria preciso orienta-los na pauta e não deixa-los soltos a mercê dos seus impulsos mais violentos e aqui não estou falando em convencer a pessoa a ser contra a redução, falo em estudar, racionalizar, pesquisa e debater a pauta. A população quando não racionaliza acaba por desejar barbarismos.
                O debate seguiu e a redução foi aprovada, para minha infelicidade, mas ainda vai ter um segundo turno de votação antes de ir para o Senado e caso lá seja feito alguma modificação, o projeto volta para Câmara e daí repete-se o processo.
                Para finalizar... uma semana que começou colorida termina sem cor, mas depois da tempestade vem o sol para abrilhantar as cores das ruas e o RUA é contra a redução.



P.S.: Ponte Costa e Silva no Distrito Federal mudará de nome para Ponte Honestino Guimarães.



quarta-feira, 27 de maio de 2015

Um grande momento de aprendizado

Imagem da Internet
                Depois de um dia exaustivo de aula estava eu sentado esperando o ônibus que interliga os campi da UFC para ir para um campus mais próximo de onde moro.
                Enquanto estava esperando chegou uma senhora. Ela me cumprimentou e sentou ao meu lado dizendo que via em mim uma “aura boa, uma aura calma e tranquila”, também disse que boa parte dos transeuntes dali tinham isso também e por isso ela gostava de passar por ali para conversar com as pessoas, mesmo reconhecendo que algumas pessoas ela nem queria conversar.
                Passamos um tempo conversando quando uma aluna chega e pergunta se sei que horas o ônibus vai chegar, digo que não, mas como ela ia pega-lo acaba sentando com a gente e conversa também.

                A senhora novamente toma a palavra e todo aquele momento de “boas energias” é deixado de lado quando ela começa a falar dos problemas de saúde, foca no câncer na garganta, se bem me lembro. Na hora fico um pouco assustado, porque não sei o que dizer, por ela dizer que estava ali, mas que naquele momento estava morrendo também.
                Ela deixa a doença um pouco de lado e nos conta que era aluna de Direito, mas não chegou a terminar, conta que tinha 57 anos (ou 53?) e que estava longe de se aposentar. Depois de algumas informações volta a falar nos problemas de saúde, então ela olha para a outra garota e depois para mim e pergunta se quando tivermos formados ainda vamos reconhecê-la na rua.
                Confesso que bateu uma angustia, porque ela também nos contou que já desistiu de lutar contra sua doença, mas a garota toma a situação para si e diz que sim, que ainda iremos reconhecê-la. Então a senhora começa a falar dos problemas em casa que não tem dinheiro nem para comer e pergunta se não temos nenhum valor para ajuda-la. Eu realmente não tinha, mas tinha uma maçã na bolsa e era tudo que tinha para oferecer, ela aceitou e agradeceu muito.
                Diante dos agradecimentos pedi a ela que continuasse tentando e procurando cuidar da saúde, porque iríamos demorar a terminar a graduação e tínhamos que cumprir a promessa de reconhecê-la, então firmamos um acordo com um aperto de mãos onde cada um iria fazer sua parte para o futuro: eu estudar e ela cuidar da saúde.
                Em seguida a senhora nos abraçou, se despediu e foi embora mais contente do que quando chegou...

                ... não sei explicar, mas meu cansaço até foi embora depois.



domingo, 24 de maio de 2015

O texto prometido

Bom dia, boa tarde ou boa noite, para você que está lendo o blog e se você for uma pessoa que vem acompanhando o blog deve ter notado que sumi por um tempo, então para desenferrujar esse texto conterá pequenos textos.

- Sumiço

                Sumi, principalmente, por causa da rotina na universidade e outros compromissos que vem tomando o meu tempo de modo que não tenho como dedicar-me como eu gostaria para o blog, contudo isso não é desculpa para deixa-lo parado, pois assim como estudo para as disciplinas do meu Curso, também preciso estudar para o blog, haja vista que o blog é um compromisso que assumi comigo mesmo, então é um estudo que não posso deixar de lado.
                Esse estudo pode ser feito de uma forma mais dinâmica e por meio de observações, logo não é desculpa para parar de escrever, então acredito que consigo escrever pelo menos um texto por semana sobre observações, comentários e o que vier a cabeça, assim como era feito no início do blog. Os textos mais elaborados, com charges e documentários, textos de autores diversos deixarei para as férias.

- Docentes de Curitiba

                Um pouco tarde para comentar o que ocorreu em Curitiba, mas é válido lembrar que não podemos esquecer e deixarmos isso passar em branco com o passar o tempo. Seria guardar algum tipo de rancor? Não, mas não podemos deixar que ocorridos como esse simplesmente caiam no esquecimento, principalmente, porque esses esquecimentos influência diretamente as decisões políticas.
                Um ponto para defender isso é a greve docente de 2011 aqui no Ceará, onde o movimento grevista foi duramente reprimido na Assembleia Legislativa a “mando” do, na época, presidente da mesa diretora Roberto Cláudio, que hoje é o atual prefeito de Fortaleza. Então precisamos manter nossa memória ativa.

- Bicicleta

A bicicleta tornou-se o meu principal meio de transporte e por que estou falando disso? Pelo simples fato de que isso proporcionou que eu me sentisse mais pertencente à cidade e não apenas transitasse por Fortaleza, mas passasse a vivê-la e boa parte dos meus futuros textos serão concebidos inicialmente em cima de duas rodas.

- Movimento Estudantil

Outro ponto que vem tomando um pouco do meu tempo, ou melhor, vem agregando conhecimento ao meu tempo é o movimento estudantil. Estou compondo uma chapa para eleições do DCE da UFC e isso permitiu uma evolução pessoal bem interessante e também permitiu que algumas reflexões fossem feitas inclusive na forma de escrever os textos. Não sei se notaram, mas esse texto está neutro de gênero e é algo que comecei a praticar e espero conseguir.



No mais, vamos debater!